Para você refletir...

domingo, 12 de julho de 2020

O lugar onde nasci.

 

                                   O lugar onde nasci.

 Não sei explicar o porquê de repente me deu vontade de escrever sobre o bairro de Itapagipe / Ribeira. “Meu bairro” Maneira de falar.

 Até parece que sou sua dona por conta dos anos vividos por aqui. Desde 1951 que faço parte desse lugar

Dizem que é abençoado por deus, por possuir um charme todo especial, no tocante a beleza particular de forma toda sua como uma obra literária, e quando não existe beleza, não tem como existir obra de arte, que ao contrário por aqui é o que tem e sobra, sendo considerada principal atração graças a mãe natureza.

 Seus antigos moradores, inclusive eu, contam que a tranquilidade e um ar de cidade interiorana ainda predominam na localidade, mas, observa-se também que não é mais um dos poucos lugares que se pode estar á porta de casa ou mesmo no cais,  para contar  estórias e olhar o encantamento do luar.

 Atualmente cheia de problemas socioeconômicos continua firmemente na sua caminhada, distribuindo gratuitamente paisagens  proporcionadas pelo mar tranquilo que rodeia toda a sua extensão.

 Nesse intervalo de tempo naturalmente que houve mudanças consideráveis no seu espaço físico, com o aterramento de áreas nobres contribuindo para a degradação do meio ambiente.

Era assim...

Quando a maré baixava o volume de suas águas, o vento se encarregava de espalhar o cheiro forte de maresia anunciando que era dia de pescaria. Olha que aqui dava de tudo: Siri de casca mole, dura, branco, papafumo, Pequari, peixes de variadas espécies e tamanhos: Agulha, linguado, tainha, vermelho..  .Hoje... Quase nada.

 Lembro-me que o meu companheiro pegando a tarrafa dizia: vou buscar ali o almoço dos meninos. e com certeza trazia na sacola o bastante para comer, até parar dar e vender se assim quisesse. Hoje... Trará ou não.

Mas, ela segue em frente...

Mostrando-se forte e bela, esperando que os poderes públicos se conscientizem de sua real importância,   e lhe dê o seu respectivo valor como um dos pontos turísticos mais bonitos da cidade. Viva a natureza!!!

 No quesito segurança, já não é tão confiável assim. O medo do inesperado se faz presente tornando os seus moradores mais caseiros.

A sonoridade não é mais a mesma. Antes o silêncio era quebrado pelas serestas, nas madrugadas serenas e tranquilas.

Seresteiros empunhando os seus violões, e com seus acordes percorriam as ruas desertas encantando os corações apaixonados.

Hoje os sons estridentes (poluição sonora) Nos espaços destinados a eventos populares,o  crescimento da vida social noturna, os carros com os seus sons de grande potência, com seus respectivos condutores descumpridores das leis do silêncio, interferem na tranquilidade do bairro, fazendo com que a saudade nos faça lembrar outrora.

A península itapagipana é composta de nove bairros:  Roma, Bonfim, Boa viagem, Monte serrat, Uruguai, Jardim cruzeiro, Massaranduba, Ribeira.

 Observa-se que dentro de determinados bairros existem locais extensivos chamados também de bairros como: Bairro machado, Bairro da mangueira que ficam inseridos, bem próximos da Massaranduba e Uruguai.

 Muitas vias de acesso com suas extensões interligam os bairros da península de Itapagipe.

Av. Dendezeiros = rua Travasso de fora = Av. Visconde de caravelas.                  Av. Luís Tarquínio = rua da Imperatriz = av. Dendezeiros...Av. Caminho de areia = av. Porto dos mastros. E a grande av. Beira mar.

 Na verdade todas as vias nos leva ao bairro mais bonito da cidade.Em alguns, localiza-se boa parte da área turística que são considerados lugares mais belos e históricos de salvador. Bonfim = tradição da lavagem do Bomfim (2ºdomingo do mês de janeiro). Procissão dos navegantes no dia 1 de janeiro na praia da Boa viagem.

Forte de Monte Serrat = construído com a finalidade de proteger o território dos invasores holandeses durante os sec. XVI  e XVII. Bem próximo a ponta do Humaitá   com o seu farol, e seu imenso cais é possível contemplar no final da tarde o lindo por do sol.

 Falar de Itapagipe / Ribeira é falar de um pedaço de terra coberta com água por todos os lados, exceto por um que serve de porta de entrada a um dos pontos mágicos da cidade.

Quem mora por aqui tem um amor enraizado Sempre em crescimento, fazendo com que a identidade do lugar faça parte da sua maneira  particular de  ser.

 Nasci aqui... Morrerei aqui...

De beleza ímpar, orgulho de seus moradores, demonstrado nos seus semblantes quando  é lhes perguntado:

Onde você mora? E com um sorriso farto de todo soteropolitano / Itapagipano / Ribeirense... É lhes respondido: Ribeira.

Amo esse pedaço de terra.  Nasci aqui... Morrerei aqui...   Ele é um pouquinho meu.

         Eliene de castro.

1 comentário:

  1. Que coisa linda ver tanto amos assim pelo lugar que moras e adoras! Todos os lugares mudaram,tem problemas, mas temos o maior carinho pelo nosso pedacinho natal; Adorei! Bom te ver! beijos, chica, tudo de bom!

    ResponderEliminar