Para você refletir...

domingo, 18 de novembro de 2018

Desafio do tempo



O velho e empoeirado mural de fotografias ainda pendurado na parede do quarto, me mostra que a vida não é só o passar dos anos.
A vida é a medida entre a razão do existir
e o poder de desafiar o tempo.
Vejo isso quando me olho nos olhos através das imagens registradas no passar do túnel que divide o ontem e o agora.

Tenho a sensação de que o momento vivido é o resultado da conspiração do passado e a busca de se fazer imortal.

sábado, 29 de setembro de 2018

Frações do tempo


Nossos olhares por fração de segundos se encontraram depois de tanto tempo. Tinha em meus braços uma criança que chamava minha atenção e por mais uma fração de segundo do mesmo jeito que o avistei... eu o perdi.
Não... De novo, não. Foi tão real!

Com os olhos cheios de ansiedade procurei acompanhar o caminho para ver a direção que tinha tomado. E em mais uma fração de segundo tinha que resolver entre ficar esperando a sua volta ou deixar você ir mais uma vez.

E por uma fração de segundo me escondi mais uma vez dentro da minha própria história e deixei você passar sem olhar nem por um segundo da fração do tempo.  Preferir guardar no meu olhar aquele olhar depois de tanto tempo. Mais uma vez o tempo me fez lembrar dele como o dono do meu coração.



domingo, 23 de setembro de 2018

Silencio cruel


A minha força tem sido o silêncio.
Fujo para o refúgio do sono  em busca de respostas que tanto aflige a minha alma.

Tudo parece incerto.... Difícil... Sofrido...  E encarar o deserto sob um calor constante que a minha própria emoção promove me faz pensar no  tempo restante para alcançar o destino predeterminado de todas as coisas.

Vez em quando sopra uma brisa refrescante avisando que a distância sempre é diminuída quando se tem a coragem como companheira na viagem.
O silêncio as vezes é cruel... Absoluto... E é aí quando tudo se revela como novo. 
Novas ideias... 
Novos pensamentos a partir do momento 
em que nos despimos de tudo que nos impede de ser
 livres... Grandes... E fortes.
Eis a resposta.
Eis a paz de espírito.


sábado, 22 de setembro de 2018

Libertando os fantasmas

 Só em pensar, a dor se instala entre a minha razão e a necessidade de tudo ser diferente fugindo da minha realidade.
Examino cuidadosamente a origem dos meus pensamentos doridos e procuro desviá-los a um lugar aconchegante, por um caminho menos perverso e obscuro, para ser libertado dos seus próprios ais.

Senti-me traída por eles que até ontem eram vistos como possibilidades de realizações futuras.
Foram alimentados pelos sonhos que viraram conflitos pelos desejos insatisfeitos.

Assim inverto a posição das causas e dou um novo rumo aos efeitos negativos tornando-os sublimes e bem nascidos, valorizando o que me foi dado por Deus como presente.

Voltar atrás das nossas decisões nem sempre significa que se perdeu a oportunidade, mas conquistou uma nova chance de recomeçar.

Sempre Vivi com meus fantasmas de uma maneira silenciosa, mas isso nunca significou que não tivessem  voz e que estavam  aprisionados, mesmo estando fragmentados pelo tempo.

Daí então...... 
A viagem ao deserto me fez muito bem.

Embora quente e quase vazio aos meus sentidos, pode-se ouvir no silêncio quase absoluto a troca de informações com meu próprio eu e diante das minhas conversas decidi transformar âncoras em asas.

Ele me fez ouvir a canção da paciência, me fez ver o sentido da tolerância, da humildade, do perdão.

O coração agradece a minha proeza na inversão da conduta e minha alma engrandecida  beija a face de uma criatura  em processo de aprendizado e reciclagem, eu, em agradecimento e em busca de mim.

sábado, 8 de setembro de 2018

Cantando a uma só voz

Escolhi uma música dentre muitas que ouvimos e cantamos, para que meu coração se alegrasse  todas as vezes que me lembrasse de você.
Incansavelmente ouço os acordes que invadem todo o meu ser, fazendo da saudade, a maior companheira, cantar a minha dor.

Não sei que caminho o levou, mas  meu coração ainda canta a mesma canção de outrora, na esperança de ouvir e cantarmos... juntos mais uma vez, quem sabe....
Há uma necessidade real de abraçar esse corpo, com um abraço maior do que os meus braços possam abraçar, pois nele está guardado a nossa história.
Afinal é o seu aniversário
E hoje um abraço especial..

domingo, 2 de setembro de 2018

Um dever a ser cumprido

O primeiro impacto de tudo que vai de encontro aos nossos anseios, causa revolta que aos poucos sendo bem trabalhada dentro da nossa ansiedade, cede o seu  lugar a tristeza, não por ter que renunciar aos objetivos pré estabelecidos, ou mesmo  por ter que enfrentar mudanças, com novos desafios e maiores responsabilidades,  quando se trata  de uma vida em declínio,  mas por sentir e ver que mais uma vez o  veleiro no porto seguro de minhas emoções está contido pela âncora do medo e ao mesmo tempo  pelo sentimento de gratidão.

É angustioso pensar que apesar da obrigatoriedade ser a voz da minha consciência, a situação se repete agora impregnada de sentimentos diferentes.

Busco refúgio no sono...
mergulho no mais profundo mar das minhas expectativas 
quanto ao futuro de um novo e programado vôo... 
e eis que o meu peito se enche em um primeiro momento procurando o ar do clamor, ao mesmo tempo em que palavras perdidas no vazio dos meus  pensamentos vão se misturando e é quando a alma ajoelha-se diante do tempo, e me faz levantar mais tarde sabiamente amparada pela vontade de superar  os limites do meu corpo, retomando a missão em que me foi confiada, sabendo que o que há de vir e fazer será um dever a ser cumprido.

E assim um dia eu rascunhei minha vida no papel do tempo sem saber se ele me deixaria passar a limpo.

Ah! O veleiro alado ?  Com certeza estará ainda ancorado e vai me levar ao encontro da  liberdade de escolha, com o direito de  apagar o rascunho... escrever  uma nova história, e o dever de velejarmos juntas quando dissermos - é hoje e quando quisermos - é agora. Estamos criando asas. 
Eu e minha consciência. 
Vamos estar prontas.
Ah! o dever? Esse foi cumprido.

       

quarta-feira, 4 de julho de 2018

O que faz uma comunidade prosperar?

Folheando uma revista antiga (seleções), mas com conteúdo bastante atual, um título me chamou mais atenção e atentamente comecei a ler.A primeira frase interrogativa me fez pensar em procurar alguma coisa que interligasse as nossas histórias. Para minha surpresa não tem nada que identifique... Muito pelo contrário.

O título da matéria... O que faz uma comunidade prosperar?
Na segunda frase, o que há na Avenida Juçara?
Naturalmente que o nome foi modificado, a fim de mostrar as diferenças.  A Avenida que deu origem a matéria tem como base o comportamento e a união que prevalece entro os seus moradores.

A primeira vista é só mais uma via de pequenas casas geminadas, na transversal da rua do mesmo nome, uns 40 metros de extensão, de boa localização, próximo de tudo que precisamos no dia a dia.
Posso dizer o mesmo das outras ruas circunvizinhas.

Falar da minha comunidade veja como me refiro, pois eu á adotei quando aqui vim morar, é uma maneira de dar destaque a pequena localidade que anda esquecida e maltratada, tanto pelos próprios moradores, quanto pelas politicas públicas. 
Lamento muito, pois a luta foi travada sem o sucesso esperado por mim. 

A primeira pista que existe, talvez a única, de algo incomum no decorrer da rua, e que também é mencionada na matéria, mas próximo a Avenida juçara é uma grande e pobre  jardineira “andante” na esquina que sofre com os abusos dos sem noção, dotados da irracionalidade animal que se acha no direito de ser considerado pessoa humana.  É a imbecialidade em pessoa.

Seria uma jardineira comunitária? Na avenida juçara?
– Não. Claro que não.
Está maltratada, danificada, empurrada.  Lamentável a atual situação. 
Vizinhos tem respostas.
- Quem?
- Os meus? Da avenida juçara?
- Não tem. Claro que não.
Vizinhos fazem coisas juntos para beneficiar a comunidade?
- Claro que não. Pelo contrário.

Advoga-se em causa própria. Limitando, invadindo o espaço do outro sem pensar que pode proporcionar dificuldades de deambulação para os mais idosos.
Observa-se o egoísmo, a indiferença, a falta de respeito  com o próximo, que nos faz pensar que o vizinho torna-se o parente mais próximo quando as necessidades surgem pela própria dinâmica da vida.

Lembro-me que quando me mudei para cá, logo ficou claro que as pessoas mostravam-se indiferentes a qualquer situação.
Com tudo isso... Procurei mostrar que poderíamos junto modificar para melhor, colocando em prática que uma comunidade unida estabelece metas a ser alcançadas com sucesso.
Pois é...
Descobrir como era, como está sendo difícil morar na avenida ao longo dos anos em que procurei mesmo que sozinha melhorias  que valorizasse o local onde decidi viver.

Sou e fui criticada... Minhas atitudes provocaram risos e gozação por parte de meus vizinhos amados.

É até compreensível. Eu nasci e cresci em outro local não muito distante daqui, mas trago na bagagem conceitos e valores, como também maneira de pensar diferentemente das pessoas que aqui encontrei.
É uma questão de respeito.
É uma questão de educação.
Ainda estou por aqui... Ainda vou levar um tempo... Agora para ver o reflexo de tudo que se deixou de fazer.

Quando em  converso sobre como era e como agora está, dizem:
- Puxa, não gostaria de morar em um lugar tão indiferente assim, onde todas as pessoas conhecem todos os moradores e não há nem um pouco de anonimidade, mas existe o individualismo.
Pois é... É uma pena  
Já não tenho mais porque continuar insistindo em algo que só tende a piorar.
“Querer educar cobra criada é o mesmo que dizer querer é poder”.
                                                                                   Lyah de Castro
                             

terça-feira, 3 de julho de 2018

Contando mais uma história.

Eu hoje acordei com saudades  de mim, rs,rs,rs, e de você também,  feliz,  lá... pelas cinco horas como de costume, e nas minhas orações matinais, agradeci a DEUS, pela oportunidade de viver mais um dia,  para realizar as tarefas diárias que a própria vida nos impõe como cantar, dançar, perdoar, amar, agradecer, trabalhar, louvar, orar, estudar, aprender... Ah! e malhar, como meio de nos tornar pessoas melhores, tanto para nós, como também fazer por merecer a companhia de pessoas especiais ao nosso redor, como familiares, amigos, camaradas, enfim, os chamados companheiros de jornada.

Confesso que contar a passagem do tempo nos meus 67 anos é encarar uma parte da minha vida, pensando se o tempo está inserido em mim, ou eu com o meu tempo já vivido estou inserida no tempo já passado.
Complicado, não é?

Pois é... Fazer do tempo um aliado no auge dos meus completos 67 anos, é procurar um companheiro sábio, um grande administrador do que estar por vir, o meu desconhecido futuro, que por exigência própria, requer atenção especial mediante ações preventivas na questão pessoal, física, mental, social, econômica, enfim tudo que diz respeito a uma boa chegada ao fim da corrida.   
Há muitos que chegam ao final, tão desejosos de conhecimentos, despreparados, como no período inicial da jornada. . É a tal da busca incessante do saber e do viver melhor. Vigilância total e sempre.

O percurso nem sempre foi em linha reta da onde pode se ver o horizonte.  Nas curvas dos caminhos, surpresas, armadilhas, subidas e descidas íngremes e dolorosas nos morros da ignorância, na falta de orientação, de atitudes impensadas, perdas incomensuráveis, mas no cair e levantar das nossas próprias inquietações e medos, ressurgir das cinzas é uma vitória sem precedentes, quando diante dos olhos se vê que no meio desse deserto, lá estava um oásis cheio de amor e atenção, cercado por familiares e amigos, onde a arte da amizade foi cultivada como planta rara á espera de se fazer presente.

Assim o dia amanheceu hoje em festa, não só pela marcação mais uma no calendário da minha existência, mas pela grandiosidade do momento em que DEUS me deu como benção, o direito e o dever de estar aqui agora... Hoje... Ainda... Por enquanto e sempre, pois com certeza estaremos vivos nos corações de todos aqueles que nos ama e lembra-se de nós.

Meu agradecimento carinhoso á todos os companheiros de jornada, blogueiros...facebokeiros...que estão sempre presentes, todos juntos e misturados no mesmo trem azul da minha vida. Abraços.


terça-feira, 15 de maio de 2018

Procurando por mim



Eu estou aqui. Em algum lugar, eu sei que estou.
Em cada curva um surpreendente caminho ainda a percorrer.
No labirinto que deus criou no meu cérebro existe uma passagem que me leva a um compartimento secreto onde está armazenada memórias de tudo que foi vivido e vivenciado ao longo desses anos.
De Suas paredes misteriosas emanam energias em forma coloridas que me lembra do arco íris.

Em pequenos baús, dispostos um após outro como a formar caminhos, interligados por sentimentos diversos, que ora registram épocas, ora registram etapas como o antes e depois, ora registram o tempo determinando assim o  começo e fim de todas as coisas.

Eles são abertos ao longo dos anos em que esses caminhos são percorridos, de acordo com desejos nascidos do coração, pensamentos formados e idealizados conforme o desenrolar dos fatos e das sensações experimentadas.

Quando o último baú é alcançado, melhor olhar para trás e verificar quantos ainda estão abertos, e quantos ainda precisam abrir, e quantos devem ser mantidos  fechados.
Ainda dá tempo. Ele é sábio em escolher a melhor hora.

Os que ainda estão abertos, quanto antes fechar melhor.
As feridas da mágoa provocam dor e ressentimentos.

Os que ainda precisam abrir quanto antes abrir melhor.
Abrir o coração ao perdão é recomeçar criando novos caminhos e baús a ser preenchidos com novas e melhores histórias.
Não é contumaz a insistência em novas oportunidades de vida.
Temos que aproveitá-las assim que se apresente.

Os que precisam ser fechados, e mantidos assim, quanto antes melhor.
Sentimentos negativos destrói a alma, encurtam caminhos, promove dor e conflito. Tira a paz.

E nesse abrir e fechar de baús eu vou e estou seguindo os caminhos em busca de liberdade para desvendar segredos, verdades guardadas nas entre linhas que formam caminhos ainda muito a ser percorridos. Ainda dá tempo. E eu vou... e vou me achar.