Para você refletir...

sábado, 29 de setembro de 2018

Frações do tempo


Nossos olhares por fração de segundos se encontraram depois de tanto tempo. Tinha em meus braços uma criança que chamava minha atenção e por mais uma fração de segundo do mesmo jeito que o avistei... eu o perdi.
Não... De novo, não. Foi tão real!

Com os olhos cheios de ansiedade procurei acompanhar o caminho para ver a direção que tinha tomado. E em mais uma fração de segundo tinha que resolver entre ficar esperando a sua volta ou deixar você ir mais uma vez.

E por uma fração de segundo me escondi mais uma vez dentro da minha própria história e deixei você passar sem olhar nem por um segundo da fração do tempo.  Preferir guardar no meu olhar aquele olhar depois de tanto tempo. Mais uma vez o tempo me fez lembrar dele como o dono do meu coração.



domingo, 23 de setembro de 2018

Silencio cruel


A minha força tem sido o silêncio.
Fujo para o refúgio do sono  em busca de respostas que tanto aflige a minha alma.

Tudo parece incerto.... Difícil... Sofrido...  E encarar o deserto sob um calor constante que a minha própria emoção promove me faz pensar no  tempo restante para alcançar o destino predeterminado de todas as coisas.

Vez em quando sopra uma brisa refrescante avisando que a distância sempre é diminuída quando se tem a coragem como companheira na viagem.
O silêncio as vezes é cruel... Absoluto... E é aí quando tudo se revela como novo. 
Novas ideias... 
Novos pensamentos a partir do momento 
em que nos despimos de tudo que nos impede de ser
 livres... Grandes... E fortes.
Eis a resposta.
Eis a paz de espírito.


sábado, 22 de setembro de 2018

Libertando os fantasmas

 Só em pensar, a dor se instala entre a minha razão e a necessidade de tudo ser diferente fugindo da minha realidade.
Examino cuidadosamente a origem dos meus pensamentos doridos e procuro desviá-los a um lugar aconchegante, por um caminho menos perverso e obscuro, para ser libertado dos seus próprios ais.

Senti-me traída por eles que até ontem eram vistos como possibilidades de realizações futuras.
Foram alimentados pelos sonhos que viraram conflitos pelos desejos insatisfeitos.

Assim inverto a posição das causas e dou um novo rumo aos efeitos negativos tornando-os sublimes e bem nascidos, valorizando o que me foi dado por Deus como presente.

Voltar atrás das nossas decisões nem sempre significa que se perdeu a oportunidade, mas conquistou uma nova chance de recomeçar.

Sempre Vivi com meus fantasmas de uma maneira silenciosa, mas isso nunca significou que não tivessem  voz e que estavam  aprisionados, mesmo estando fragmentados pelo tempo.

Daí então...... 
A viagem ao deserto me fez muito bem.

Embora quente e quase vazio aos meus sentidos, pode-se ouvir no silêncio quase absoluto a troca de informações com meu próprio eu e diante das minhas conversas decidi transformar âncoras em asas.

Ele me fez ouvir a canção da paciência, me fez ver o sentido da tolerância, da humildade, do perdão.

O coração agradece a minha proeza na inversão da conduta e minha alma engrandecida  beija a face de uma criatura  em processo de aprendizado e reciclagem, eu, em agradecimento e em busca de mim.

sábado, 8 de setembro de 2018

Cantando a uma só voz

Escolhi uma música dentre muitas que ouvimos e cantamos, para que meu coração se alegrasse  todas as vezes que me lembrasse de você.
Incansavelmente ouço os acordes que invadem todo o meu ser, fazendo da saudade, a maior companheira, cantar a minha dor.

Não sei que caminho o levou, mas  meu coração ainda canta a mesma canção de outrora, na esperança de ouvir e cantarmos... juntos mais uma vez, quem sabe....
Há uma necessidade real de abraçar esse corpo, com um abraço maior do que os meus braços possam abraçar, pois nele está guardado a nossa história.
Afinal é o seu aniversário
E hoje um abraço especial..

domingo, 2 de setembro de 2018

Um dever a ser cumprido

O primeiro impacto de tudo que vai de encontro aos nossos anseios, causa revolta que aos poucos sendo bem trabalhada dentro da nossa ansiedade, cede o seu  lugar a tristeza, não por ter que renunciar aos objetivos pré estabelecidos, ou mesmo  por ter que enfrentar mudanças, com novos desafios e maiores responsabilidades,  quando se trata  de uma vida em declínio,  mas por sentir e ver que mais uma vez o  veleiro no porto seguro de minhas emoções está contido pela âncora do medo e ao mesmo tempo  pelo sentimento de gratidão.

É angustioso pensar que apesar da obrigatoriedade ser a voz da minha consciência, a situação se repete agora impregnada de sentimentos diferentes.

Busco refúgio no sono...
mergulho no mais profundo mar das minhas expectativas 
quanto ao futuro de um novo e programado vôo... 
e eis que o meu peito se enche em um primeiro momento procurando o ar do clamor, ao mesmo tempo em que palavras perdidas no vazio dos meus  pensamentos vão se misturando e é quando a alma ajoelha-se diante do tempo, e me faz levantar mais tarde sabiamente amparada pela vontade de superar  os limites do meu corpo, retomando a missão em que me foi confiada, sabendo que o que há de vir e fazer será um dever a ser cumprido.

E assim um dia eu rascunhei minha vida no papel do tempo sem saber se ele me deixaria passar a limpo.

Ah! O veleiro alado ?  Com certeza estará ainda ancorado e vai me levar ao encontro da  liberdade de escolha, com o direito de  apagar o rascunho... escrever  uma nova história, e o dever de velejarmos juntas quando dissermos - é hoje e quando quisermos - é agora. Estamos criando asas. 
Eu e minha consciência. 
Vamos estar prontas.
Ah! o dever? Esse foi cumprido.