Para você refletir...

Escudos do tempo


Atrás de cada parede se esconde tudo aquilo que NÃO QUER ser encontrado... visto, ou tudo aquilo que PRECISA SER buscado... Revelado.

Atrás de cada parede se escondem, Segredos... Histórias... Verdades... Sentimentos... Mistérios,  sempre lá ocupando espaços, infiltrando-se nas frestas formadas pelo tempo, transformadas em cativeiros, senzalas, ou abrigos.

Alguns deles estão esperando que a qualquer momento sejam resgatados e libertados  pela razão ou pela verdade.
E sem se dar conta que nas suas inquietudes, se deixam levar pelas mãos da inconsequência e sob olhares dos seus algozes e ou protetores vão sendo lançados aos ventos da indignação ou das suas próprias agonias.

Outros se misturam entre medos, receios esvaindo-se pelos corredores da alma para passarem despercebidos e cair no abismo do esquecimento.

Atrás de cada parede se divide em escudos do tempo, a vida e a morte.

Os conflitos do tempo


A vida que eu escolhi está me consumindo.
O tempo está consumindo a vida que eu escolhi.
Juntos eles consumiram o meu passado,
deixando um rastro de lembranças que se escondem nos portões da minha alma, atreladas as ilusões da espera por dias presentes. 
Quando pensamos com os olhos somos uma presa fácil de enganar.
Somos  o que vemos.... Vemos o que pensamos  e esperamos. 
E eu esperei... Esperei...

O presente está sendo consumido pela vida que eu escolhi, tendo como companheiro inseparável, o tempo marcante, amarrado a expectativa de mudanças, uma sobrevivente esperançosa que insistentemente  coloca-se ao meu alcance na tentativa de resgatar o meu eu escondido no emaranhado do meu ser. 
As pegadas deixadas pelos caminhos mostram por onde estivemos... 
a vida, o tempo e eu... fazendo histórias e a direção que tomaremos em busca de um futuro onde nós...o tempo, a vida e eu seremos consumidos até que sejamos passado.

Passaporte para a liberdade

 Envaidecida e cheia de propósitos ela invadiu o recinto mostrando-se feliz e bela.
Adentrou sem pedir licença.
Percorreu ligeiramente todo o espaço,
Como em reconhecimento se seria ali mesmo que deveria estar.
Pousou lentamente bem próximo a mim...
Pude observar os seus olhinhos pequeninos,
Pontinhos pretos...O seu colorido exuberante...
E sentir a sua paz entre um abrir e fechar de asas.

                              Fez-me um convite:
Feche os olhos.
Abra as asas. Permita-se voar.

Permaneceu ali como a esperar uma resposta.
Fez-se silencio... Que só foi rompido por um ruflar
De asas coloridas e belas, quando partiu sem olhar para trás.

Ela era o veículo da minha liberdade.
Deixou-me sem saber que eu ainda  não tinha mais asas. 
Elas foram cortadas..estavam em crescimento

Buscando minhas raízes.