A incerteza do amanhã.


Uma fagulha restante, um lampejo de felicidade, uma desconfiança breve, abraçou as minhas emoções e mergulhei no infinito dos meus sonhos.
Tão grande é o infinito e os meus devaneios!
Quisera estar sempre enroscada nas minúsculas partes de mim mesma, fazendo com que todo o meu ser entrasse em completa sintonia com o mundo lá fora, em uma autonomia de gestos e palavras lançadas em pleno voo como se fosse o último.
      Nem sempre foi assim...

Ainda ontem me deixei queimar pelos desejos insatisfeitos e quando o sentido de todas as coisas preencheu os espaços do entendimento, fui resgatada pelas mãos poderosas do hoje e agora, e novamente ressurjo das minhas próprias cinzas em plena agonia da incerteza do amanhã.

Sou fã do silencio

 Ele me mostra o quanto tenho a ouvir, o que preciso sentir na essência da minha alma e questionar os meus sentimentos que afloram em busca de reconciliação com a minha consciência.
Em um mergulho profundo alcanço o arquivo secreto das minhas emoções vivendo cada uma delas como no exato momento.
A estreita ligação entre mim e eu cria um vínculo de morrer e renascer sempre na esperança do perdão  e do contentamento.
Durante o tempo do confronto e do entendimento, o silêncio se fez presente mesmo quando ais e risos se intercalavam entre movimentos expressivos de dor e alegria.
Depois, a quietude dos sentimentos me fez lembrar que ouvir a voz do silêncio aquieta a alma e inspira a paz.
Temos uma relação divina, meu coração e deus,  sobretudo quando ele me fala através do silencio.
É quando tudo faz sentido.